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Doutrina do futurismo
Doutrina do futurismo
Canal Resgatando vidas
Com Denis Bofarin
Origem e Desenvolvimento do Futurismo Qual a razão do surgimento da escola futurista de interpretação profética? Nos dias da reforma protestante que contou com a participação de homens com John Wycliff (1324-1384), John Huss (1369-1415), Martinho Lutero(1483-1546), só para citar alguns, haviam concluído em seus estudos das profecias bíblicas que a igreja Romana personificava o poder descrito nos livros de Daniel e Apocalipse, denominado de Anticristo. Como afirma Knight, Wycliff declara que o papa era o Anticristo e o mais maldito dos exploradores da bolsa alheia. E no século seguinte quando Lutero se opôs a venda de indulgências foi considerado herege e excomungado pelo papa de Roma, e a tensão entre os dois pólos aumentou e o reformador declarou publicamente que o papa era o Anticristo. Enfim, pode-se dizer que os reformadores do século dezesseis identificaram o sistema religioso de Roma com o Anticristo. Diante do ataque, a Igreja de Roma entendeu que precisava de um novo método de interpretação profética das Escrituras que fosse capaz de combater as acusações da Reforma Protestante. Nesse cenário surgiu o jesuíta espanhol Francisco Ribera (1537-1591), que um ano antes de sua morte publicou seu comentário sobre o Apocalipse, que trazia as bases para estrutura do Futurismo. E a partir da teoria de Ribera os defensores da Igreja Romana combatiam a acusação dos reformadores que a colocava como o Anticristo da profecia bíblica. Embora Ribera tenha lançado as bases do método Futurista de interpretação, foi popularizado pelo controversista, jesuíta italiano, Cardeal Roberto Belarmino (1542-1612), com frases de efeito e poder polêmico. E desse modo, formava-se a frente combatente da Igreja de Roma, surgindo a denominada Contra Reforma. Belarmino insistiu que as profecias sobre o Anticristo, em Daniel, Paulo e João não podem ser o poder papal. Esses argumentos faziam parte da terceira seção de sua obra. Uma tradução literal: Debates Polêmicos em Pontos Controvertidos da Fé Cristã Contra os Hereges da Época. Publicada entre 1581-1593, que se tornou a mais detalhada apologia da fé católica e um arsenal para todos os expositores e defensores do Futurismo. Com esta estratégia Ribera e o sistema da Igreja de Roma conseguia desviar a atenção do povo para um Anticristo futuro no fim dos tempos. E esse argumento,tornou-se a interpretação padrão católica romana do anticristo, e é agora sustentado praticamente por todos os que pertencem a esta fé. Uma vez estabelecida às premissas do futurismo, com o passar do tempo, o ponto de vista futurista foi adotado pela maioria dos protestantes, que provavelmente não eram cientes destes antecedentes jesuítas. A maior parte dos fundamentalistas têm adotado a posição futurista de Rivera [ou Ribera] de que a besta anticristo é um tirano malévolo, ateístico, que aparecerá e fará as suas proezas em Jerusalém, no espaço de 3 ½ anos literais, no fim das eras. O primeiro protestante a adotar o futurismo de Ribera foi Samuel Maitland (1792-1866), que atacou a escola Historicista de interpretação profética, negando que o papa fosse o cumprimento da profecia.
Maitland teve os seguintes seguidores: William Burgh, John Darby, James Todd e John Henry Newman, que passaram a crer num futuro Anticristo, vindo dos judeus e não da Igreja de Roma. Froom assegura que esse grupo acusou a interpretação do Anticristo papal como tendo surgido com os valdenses, cátaros e albigenses de um lado e do outro, dos católicos franciscanos,os fratricelli e os joaquimitas. Este princípio estabelece que a profecia apocalíptica de longos períodos de tempo, um dia equivale a um ano. Ou seja, os que defendem o princípio dia-ano afirmam que os períodos de tempo proféticos nas profecias apocalípticas devem ser interpretados não como dias literais, mas como dias simbólicos correspondendo ao número de anos literais. Entretanto, a teoria futurista/dispensacionalista alcançou pleno desenvolvimento com John Nelson Darby (1800-1882), o fundador dos Plymouth Brethren", (Irmãos de Plymouth) e foi sistematizada e popularizada por Cyrus Ingerson Scofield (1843-1921), que publicou sua Bíblia de referências, que ficou conhecida como Bíblia de referências de Scofield. E no início do século XX, existiam poucas Bíblias com referências ou notas de rodapé. Scofield havia juntado o texto sagrado e o comentário num mesmo volume. Então, as notas interpretativas de Scofield tornaram-se amplamente aceitas entre os fundamentalistas. E como propulsor do progresso do dispensacionalismo e consequentemente o futurismo,emergiram os institutos bíblicos, como assegura Erickson, que em seus corpos docentes eram saturados de dispensacionalismo. Entre os futuristas mais influentes na atualidade estão, George E. Ladd e Russell N. Champlin, ambos com obras publicadas no Brasil e de grande popularidade.
O Preterismo
Esse sistema de interpretação afirma que o cumprimento da profecia ocorreu no passado, no tempo ou próximo ao tempo em que foi dada ao profeta. Os preteristas ensinam que o simbolismo apocalíptico descreve eventos históricos que ocorreram durante a segunda metade do primeiro século; o livro de Apocalipse se refere ao que ocorreu no passado sem nenhuma referência ao futuro. Assim, o Preterismo defende que praticamente toda a profecia termina com a queda da igreja e da nação judaica e a forçosa derrota de Roma pagã, e que o anticristo foi algum imperador romano pagão como Nero, Domiciano ou Diocleciano. Os preteristas também são classificados conforme sua interpretação da profecia. De acordo com Sproul, distingue-se em: (1) Preterismo radical, que considera que todas as profecias do Novo Testamento já ocorreram; e (2) Preterismo moderado, que ainda espera o cumprimento de alguns eventos no futuro.
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